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Por Patrícia Peltz

Advogada Previdenciária

11/06/2020

Planejando a sua aposentadoria: a previdência como uma forma de investimento

Por Patrícia Peltz | 11/06/2020

Planejar é preciso! Ainda mais quando falamos do futuro. O que muitos deixam de lado é a visão de que a Previdência Pública também é uma forma de investimento. Estudos indicam que apenas 1% dos aposentados conseguem arcar com seus próprios custos. Isso demonstra que o brasileiro, de forma geral, não tem o hábito de planejar e nem mesmo de investir a longo prazo.

Nossa Constituição prevê que todo empregado é contribuinte obrigatório da Previdência Social. Então, mensalmente, um valor é descontado do empregado e repassado à Receita que administra os recursos do INSS. O mesmo acontece com o contribuinte individual, que paga a sua guia mensalmente, e com o Microempreendedor Individual, que contribui
ao pagar a DAS. Com o tempo, o segurado, seja qual for sua categoria, construirá seu “patrimônio previdenciário” e esse patrimônio refletirá diretamente na renda que o mesmo terá futuramente vinda da Previdência. É importante, neste momento, tirar qualquer estigma de que sua renda sempre ficará limitada ao salário mínimo ou que, contribuindo valores no teto previdenciário, sua renda será no teto.

A renda de uma aposentadoria ou de outros benefícios previdenciários será calculada de acordo com o tempo que você ficou contribuindo e com os valores contribuídos. Desta forma, como em toda matemática, existe sim uma forma de planejar se baseando em um estudo e uma preparação a longo prazo. A lei previdenciária explica como esse cálculo pode ser feito e facilmente se tem acesso ao tempo de contribuição reconhecido pelo INSS até a propositura de seu pedido de benefício. Mas, antes de você encaminhar o benefício (e com todas as mudanças trazidas nos últimos anos pela Reforma Previdenciária), o planejamento se tornou uma forma certeira de não dar um tiro no escuro e direcionar seu investimento para alcançar um futuro mais confortável.

No caso do empregado, as contribuições são feitas sobre seu salário, sendo parte pago pelo empregador e parte descontada do salário do empregado. Tornando mais fácil projetar a curto prazo uma média de renda estimada. Mas quando falamos em contribuinte individual, o planejamento é um ponto decisivo. Principalmente, porque este tem a possibilidade de contribuir sobre o valor que lhe entender possível dentro de seus rendimentos. O mesmo ocorre com o Microempreendedor individual que poderá complementar sua contribuição que ao pagar a DAS será equivalente a um salário mínimo, podendo, assim, elevar essa contribuição.

Constantemente, surgem tais questionamentos: é viável contribuir valores para trás que deixaram de contribuir no passado? É válido encaminhar a aposentadoria assim que preencher o tempo mínimo? Devo aguardar as idades de 62 anos mulheres e 65 anos os homens para se aposentar?

O planejamento responde estas perguntas e mais. O contribuinte da previdência deve entender que ele é único, assim como sua história é única. E, portanto, merece a devida atenção. O momento da aposentadoria deveria ser um momento de celebração e de resgatar um investimento de anos de trabalho árduo. Contudo, o despreparo das pessoas que investem na previdência sem um rumo certo transforma esse mesmo momento em uma decepção por não alcançar aquele objetivo esperado. O planejamento é uma
habilidade a mais que devemos desenvolver para nos proteger dos percalços de um amanhã que pode parecer muito incerto.

Por fim, se fosse possível aconselhar aqueles que tem curiosidade com relação ao destino de seu patrimônio previdenciário, diria: Aposte na segurança de um planejamento! E conte conosco para isso!